
No ano passado, um segurado matou um perito do INSS que o considerou apto ao trabalho, quando todas as perícias e laudos médicos confirmavam a sua doença. Rapidinho, rapidinho, 2,8 milhões de reais foram liberados dos cofres públicos para instalar detectores de metais nas portas do INSS.
Aí vai a pergunta: Serão instalados câmeras e gravadores nas salas dos médicos também? Pois seria bom! Os peritos, pressionados a diminuir os gastos da Previdência - ou por falta de sensibilidade e ética mesmo!-, constantemente indeferem os requerimentos dos segurados (leia-se: daqueles realmente doentes).
O princípio é o seguinte: “Deixa-me ver o seu pulmão. Está respirando? Vá trabalhar!”
Se 40 profissionais foram agredidos nas agências e postos do INSS em 2007, quantos segurados não voltaram pra casa com suas escolioses, psoríases arteopáticas, Alzheimer?
Pra ficar sabendo:
Qual é a função do perito médico? O profissional dessa área é responsável pela realização do exame morfopsicoprofissiográfico. Esse nome complicado tem razão de ser. É através desse exame que se analisa as condições de saúde, o aspecto psicológico e o grau de comprometimento do trabalhador na função ou profissão.
Se um perito tratar mal um segurado, desfizer de sua incapacidade laborativa, ou mesmo jogar (literalmente) seus exames e laudos na sua cara (sim, há relatos!), ele pode procurar o Conselho de Medicina e o Ministério Público.
Etiquetas: Previdência



2 comentários
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13 de Abril de 2008 at 23:32
Didi
O assunto é mais que complicado. Ao mesmo tempo que alguns realmente não podem mais trabalhar, quantos não disfarçam seus estados para conseguirem um benefício mais cedo? A verdade é que a conta não vai fechar. Com ou sem a ética, a conta já passou da conta mesmo.
15 de Abril de 2008 at 10:00
Jamille Santana
Didi, é complicadíssimo sim. De um lado o “jeitinho brasileiro” pra se ver livre do trabalho. Do outro, a necessidade de recuperação de tantos. Por certo que os meus/ os vossos pais, avôs, avós, empregadas domésticas com LER, não podem pagar o pato depois de anos de contribuição.